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ATO MÉDICO:
profissionais da Saúde reivindicam mudanças
Os profissionais da área da
Saúde apresentaram várias reivindicações
ao relator do PL 7703/06 (Ato Médico), deputado federal Edinho
Bez (PMDB-SC), durante debate promovido pelo Conselho Regional de
Biomedicina - 1ª Região. O parlamentar abriu espaço
para que todos apresentassem sugestões ao polêmico
texto que irá regulamentar a atividade dos médicos.
"O projeto vai ser alterado, estamos tratando disso. Não
batemos o martelo ainda", garantiu ao informar que está
na reta final da apresentação de seu relatório.
"Avançamos muito, mas queremos esgotar o assunto".

O Fórum das Profissões
Regulamentadas da Área da Saúde, realizado no final
de abril no anfiteatro Prof. Eurycledes Zerbini, do Centro Universitário
das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo,
colocou em debate o PL 7703/06 durante cerca de três horas.
Após o coordenador do evento, Marco Antonio Abrahão,
presidente do Conselho Regional de Biomedicina, realizar um relato
histórico sobre a evolução do projeto e tecer
considerações a respeito de seu texto, os representantes
das profissões da área da Saúde apresentaram
considerações sobre o tema. A seguir, em palestra,
o deputado Edinho Bez abordou detalhes sobre como está desenvolvendo
seu trabalho. Por último, profissionais e acadêmicos
do segmento participaram de debate com o relator.
Os integrantes das várias categorias
do segmento da saúde tiveram a oportunidade de discutir os
pontos do projeto de lei que beneficiam médicos e os prejudicam.
Enquanto as entidades médicas defendem a proposta do Senado,
na avaliação dos demais profissionais do setor, o
projeto de lei foi melhorado diante das inúmeras negociações,
mas ainda está longe de ser um consenso. E alertam que o
texto, ao prever procedimentos exclusivos para os médicos,
cerceia o trabalho de todos os demais profissionais do segmento.
ALTERAÇÕES SUGERIDAS
- Participando ativamente de toda a discussão em torno da
regulamentação da profissão de médico
desde o surgimento do primeiro projeto de lei, em 2001, o presidente
do CRBM - 1ª Região, Marco Antonio Abrahão, mostrou-se
preocupado com o projeto ao fazer um relato sobre suas etapas de
discussão ao longo dos anos. Mais uma vez, destacou não
ser contrário à regulamentação da profissão
dos médicos, mas sim a determinados pontos do texto do projeto
do Senado, por entender que são prejudiciais às demais
profissões da saúde.

O presidente do CRBM - 1ª Região
citou documento que apresentou durante audiência pública,
com amplo estudo em defesa de alterações no texto
do projeto de lei. Esse estudo propõe a exclusão do
art. 7º (que dá poderes para o CFM praticamente legislar
por meio de resoluções), bem como do art. 4º,
VIII (que diz ser privativo do médico a emissão de
laudos de exames anatopatológicos), além de recomendar
nova redação ao art. 5º, I (que estabelece serem
privativas do médico as funções de direção
e chefia de serviços). Abrahão voltou a sustentar
essas alterações como "fundamentais para a preservação
das atividades biomédicas e dos demais profissionais do segmento".
"Não temos a pretensão de obstruir o projeto
de lei, mas nos preocupamos com parte de seu texto. Até porque
a ciência avança, não existe serviço
sem qualidade, sem equipe, sem ação multiprofissional".
PARTICIPANTES DO FÓRUM
- Marco Antonio Abrahão, Wilson de Almeida Siqueira, Ney
Piroselli, Pedro Virgílio De Bellis, Ricardo Cecílio,
Eneida Mara Gonçalves (CRBM - 1ª Região), Luís
de França Ribeiro Neto (CRBM - 2ª Região), Edvaldo
Carlos Brito Loureiro (CRBM - 4ª Região), Edgar Garcez
Júnior (Associação Brasileira de Biomedicina
- ABBM), Luís Guedes e Maria Aparecida P. Gomes (Sindicato
dos Biomédicos do Estado de São Paulo - Sinbiesp),
Letícia Santos Silva de Lima (Sindicato dos Biomédicos
de Pernambuco), Emil Adib Razuk (Conselho Regional de Odontologia
Est. S. Paulo), Gil Lúcio de Almeida, Ana Cristina Oliveira
(Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - 3ª
Região), Ana Cristina de Oliveira Brasil e Fernando Pierette
Ferrari (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional),
Marcos Machado Ferreira (Conselho Regional de Farmácia Est.
S. Paulo), Letícia S. V. Sampaio Suñé e Roberto
Moreira (Centro Universitário FMU), deputado federal Lobbe
Neto (PSDB-SP), coordenadores de cursos, profissionais e acadêmicos
das áreas regulamentadas da Saúde.

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