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INTRODUÇÃO
Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria móvel,
em forma de bastonete, medindo cerca de 0,6 x 2,0mm. É
Gram-negativa e ocorre como bactéria isolada, em pares
e, em certas ocasiões, em cadeias curtas.
É um organismo saprófito difundido na natureza,
particularmente em ambientes úmidos e dotado de pequeno
potencial patogênico. No entanto, devido a sua habilidade
de sobreviver em materiais inertes e sua resistência a muitos
anti-sépticos e antibióticos, Pseudomonas aeruginosa
tem se tornado um importante e freqüente patógeno
nosocomial. De fato, em hospitais pias, equipamentos para terapia
respiratória e soluções anti-séptica
ou detergente podem agir como reservatórios para Pseudomonas
aeruginosa.
Uma característica da Pseudomonas aeruginosa é a
alta resistência a diversos tipos de antibióticos,
seja ela intrínseca ou adquirida. A resistência apresentada
por esses microrganismos é principalmente devido a baixa
permeabilidade da membrana externa e aos sistemas de efluxo multidrogas.
Além disso, Pseudomonas aeruginosa possui uma cefalosporinase
cromossômica induzível pertencente a classe C de
Ambler (Amp C ß-lactamase) e outras ß-lactamases secundárias
(classes A, B e D).
OBJETIVO
O objetivo deste estudo é analisar esses mecanismos de
resistência, suas características e ações
para que se possa elucidar o comportamento bacteriano frente aos
antibióticos.
PSEUDOMONAS AERUGINOSA
Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria aeróbia
não fermentadora que deriva sua energia de processos oxidativos
de carboidratos aos invés de fermentação.
Pode crescer em meios de cultura contendo somente acetato como
fonte de carbono e sulfato de amônio como fonte de nitrogênio.
Além disso, embora sendo um aeróbio, ela pode crescer
anaerobicamente e em algumas circunstâncias usar o nitrato
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como fonte de elétrons. Forma colônias redondas
e lisas de coloração esverdeada fluorescente produzindo
às vezes odor adocicado. As culturas das amostras clínicas
de paciente com fibrose cística normalmente originam colônias
mucóides em conseqüência da superprodução
de alginato, um exopolissacarídeo. Em geral, a identificação
baseia-se na morfologia das colônias, na positividade da
oxidase, na presença de pigmentos característicos
e no crescimento a 42ºC.
EXAMES LABORATORIAIS DIAGNÓSTICOS
Amostras de lesões cutâneas, pus, urina,
sangue, líquor, escarro e outros, conforme o tipo de infecção.
Esfregaços: bastonetes visualizados após
coloração de Gram; no entanto, não há
nenhuma característica morfológica específica
que os diferencie de outros bastonetes Gram-negativos.
Cultura: é o teste específico para o diagnóstico
de infecções por Pseudomonas aeruginosa; como ela
não fermenta a lactose, é facilmente diferenciada
das bactérias fermentadoras de lactose.
INDICAÇÕES LABORATORIAIS
Oxidase (+), ß-hemólise em agar sangue, odor e cor
característicos, motilidade (+), crescimento a 42º
C, redução de nitrato a nitrito (+), lisina descarboxilase
(-), acetamida (+), malonato (+), citrato (+), indol (-), formação
de ácido oxidativamente a partir da glicose e do manitol,
incapacidade de oxidar maltose e lactose, DNAse (-), sensibilidade
à polimixina ß.
MECANISMOS DE RESISTÊNCIA
O principal problema na infecção por Pseudomonas
aeruginosa é que este organismo apresenta resistência
natural e adquirida a diversos antibióticos. Essa múltipla
resistência é principalmente causada pela baixa permeabilidade
da membrana externa e expressão de bombas de efluxo.
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Quatro sistemas de efluxo têm sido estudados Mex
AB OprM, Mex CD OprJ, Mex EF OprN e, mais recentemente, Mex XY
OprM. Além disso, Pseudomonas aeruginosa também
apresenta ß-lactamase cromossômica na presença
de indutor adequado que confere elevada resistência a antibióticos
ß-lactâmicos.
Um estudo demonstrou a possível inter-relação
entre permeabilidade de membrana e produção de ß-lactamases
em cepas de Pseudomonas aeruginosa resistentes a ß-lactâmicos.
Portanto, é importante questionar qual desses fatores mais
contribuem para o aparecimento da resistência aos antibióticos
utilizados no tratamento de infecção por Pseudomonas
aeruginosa.
SISTEMAS DE EFLUXO DE ANTIBIÓTICOS
A resistência intrínseca de bactérias Gram-negativas
tem sido freqüentemente atribuída à presença
de uma membrana externa; no entanto, essa barreira não
pode ser a única responsável pelo perfil de resistência
dessas bactérias.
Estudos recentes mostraram a existência de uma bomba de
efluxo que desempenha o principal papel na resistência das
bactérias gram-negativas.
SISTEMAS DE EFLUXO ATRAVÉS
DE MEMBRANA DUPLA
A maioria desses sistemas de efluxo atravessam a membrana citoplasmática
(denominada interna) e a membrana externa através de três
componentes protéicos (fig. 1).


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