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NÚCLEO DE EXCELÊNCIA E QUALIDADE NO ENSINO
MARCO ANTONIO ABRAHÃO

O concorrido mercado de trabalho está sendo uma grande barreira não só para os recém-formados como também para os mais experientes. O desemprego ocorre hoje não só na Biomedicina, mas em todas as profissões. É conseqüência de uma série de fatores, mas também da crise financeira global. No Brasil o mercado formal teve, em dezembro de 2008, o pior desempenho da história do país, como anunciou o Ministério do Trabalho, contabilizando a perda de 654.946 vagas.

Altamente competitivo, o mercado de trabalho do biomédico sempre nos preocupou. No que se refere ao profissional especificamente, temos um sonho e esperamos poder realizá-lo em breve. Queremos construir uma nova sede do Conselho e nela instalar um Centro de Aperfeiçoamento Profissional -, com o objetivo de ser um núcleo de excelência profissional, visando a formação de mão-de-obra específica e de reciclagem, auxiliando na luta pela inclusão do biomédico no mercado de trabalho.

Cada vez mais é preciso que profissionais desenvolvam capacidades que os habilitem a atender as organizações para as quais prestam serviços. Afinal, a competência exige, principalmente, conhecimento e capacidade, como depende também de garra, do entusiasmo e da disposição de enfrentar desafios, sendo a qualidade a palavra-chave nesse processo.

Se agora temos como meta um centro de aperfeiçoamento, sempre nos preocupamos com o profissional, investindo na realização de Congressos Brasileiros de Biomedicina ou oferecendo apoio e sustentação à criação de entidades como a Associação Brasileira de Biomedicina e o Sindicato dos Biomédicos Profissionais do Estado de São Paulo. Paralelamente, prosseguimos nos preparativos para o lançamento do projeto de valorização da Biomedicina, que prevê campanha publicitária e edição de um livro apresentando um painel da profissão e do profissional. E também estudamos o projeto "Selo de Qualidade" para o laboratório clínico.

Mas nossa preocupação passa também e acima de tudo pela qualidade do ensino superior, pois o futuro da profissão está em jogo. Sem uma boa formação é praticamente impossível enfrentar as barreiras desse mercado tão concorrido.
A defesa dos cursos de graduação com qualidade sempre foi uma das maiores preocupações do Conselho Federal e dos Regionais de Biomedicina. Aliás, ela foi a principal razão do nosso amplo combate à redução da carga horária mínima dos cursos em face às conseqüências negativas na excelência do ensino do curso e na formação acadêmica.

Da mesma forma, defendemos mais rigor na abertura de novos cursos, pois se não pensamos em limitação na formação, defendemos uma educação de qualidade. Hoje, segundo se observa, a maioria dos formandos não tem saído das universidades bem formada. Muitos cursos não têm docentes qualificados e instalações físicas adequadas. E com infraestrutura deficiente, os novos profissionais chegam ao mercado despreparados e inseguros. É muito importante que o aluno procure um estabelecimento de ensino superior não pelo preço, mas por sua programação, carga horária, qualidade do corpo docente e instalações adequadas ao curso.

Quanto ao conhecimento da profissão, suas habilitações, regulamentação e mercado de trabalho, há décadas procuramos orientar os estudantes em constantes visitas a universidades, faculdades e centros acadêmicos para apresentar a Biomedicina em palestras e por meio de vídeo institucional.

O Conselho Regional de Biomedicina, dessa forma, tem cumprido a sua função de orientar e fiscalizar a profissão, colaborando decisivamente para que seu profissional conquiste o seu lugar no mercado e nele se mantenha, lembrando sempre que, aliado à preocupação de como reage o mercado de trabalho, está o dever de proteger a sociedade que confia nos serviços prestados pelos biomédicos.

Marco Antonio Abrahão
é presidente do CRBM - 1ª Região

 
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