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Tabela 04 - Análise geral do nº de doações, auto-exclusões e sorologias alteradas em 2000 e 2001.

Tabela 05 - Análise geral dos testes sorológicos alterados em 2000 e 2001 de acordo com a resposta dada no voto.
No total, ocorreram 187 auto-exclusões (de 182 doadores diferentes), sendo que 14 (7,5% das auto-exclusões) apresentaram testes sorológicos alterados (vide figura 03). Destes, 11 (78,6%) doaram pela primeira vez no HIAE e somente 3 (21,4%) eram doadores de repetição, diferença estatisticamente significante (valor p=0,032), vide tabela 03.
Finalmente, analisando todas as sorologias alteradas no período estudado, encontramos 263 testes alterados em 2000 (2,8% do total de 9.426 candidatos aptos) e 503 em 2001 (5,4 % do total de 9.407 candidatos aptos). Segundo análise estatística, houve um aumento significativo (valor p<0,001) da proporção de sorologias alteradas de 2000 para 2001 (vide tabela 04). Nestes 2 anos, totalizamos 766 testes sorológicos alterados (4,1% do total de 18.833 doações). Destes, 752 (98,2% deles) pertenciam ao grupo que não se auto-excluiu e somente 14 (1,8%) pertenciam ao grupo que se auto-excluiu no voto (vide tabelas 04 e 05 e figura 04).

5. CONCLUSÃO

A análise dos dados nos permite


Fig. 04 - Porcentagem de testes sorológicos alterados em 2000 e 2001 no HIAE de acordo com a
resposta dada no voto

 

afirmar que os candidatos à primeira doação tendem a se auto-excluírem em maior proporção do que os de repetição, além de apresentarem também uma maior proporção de testes sorológicos alterados. Esta tendência pode estar vinculada à possibilidade do candidato estar mais interessado nos resultados dos exames, ou ainda, de não ter compreendido perfeitamente o voto. Observamos também que a maior parte dos testes sorológicos alterados está dentro do grupo de doadores que não se auto-excluiu.
O voto de auto-exclusão pode ser considerado apenas mais uma ferramenta de apoio à triagem dos

candidatos à doação de sangue, visto que o mesmo não é totalmente eficaz. O doador que tem o intuito de omitir na triagem sua exposição aos fatores de risco para doenças transmissíveis por sangue pode, ainda, continuar omitindo no voto, mesmo sendo informado que este é secreto e que poderá realizar a doação independente da resposta dada.

Edivani Almeida da Rocha
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
(1) WRIGHT, P.A. Seleção do Doador e Preparação do Componente. IN: HARMENING-PITTIGLIO, D. Técnicas Modernas em Banco de Sangue e Transfusão. 2ª ed., Rio de Janeiro: Revinter, 1992. pp. 181-89.
(2) DELGADO, G.D.; FERNANDO, R.M.M.; SANTO, D.E. Dádiva Regular e Segurança Transfusional. ABO, 8: 27-30, 2001.