imunorreatividade para o antígeno
nuclear de proliferação celular (PCNA). Os resultados
foram analisados com o teste-t pareado de Student para análise
paramétrica.
Resultados
Em todos os pontos analisados, a atividade da ALP estava
diminuída nas culturas tratadas com insulina (fig.
1). A análise ultra estrutural (fig. 2) mostrou que
os condrócitos tratados com insulina exibiram atividade
secretória diminuída, demonstrada pelas poucas
vesículas intracitoplasmáticas e pequena quantidade
de fibrilas. Nas culturas controle, o condrócito hipertrófico
está rodeado pela matriz com feixes de fibrilas (seta)
mostrando periodicidade de colágeno e grande quantidades
de vesículas intracelulares (asteriscos). A captação
de timidina-H3 (fig. 3) mostrou um pico de proliferação
no dia 14 em todas as culturas. Nas culturas tratadas com
insulina, a imunorreatividade para o PCNA (fig. 4) foi amplamente
detectada e persistiu até o dia 21.
Comentários acerca dos resultados
A cultura de micromassa possui a conveniência
de repetidamente seguir um modelo esperado de crescimento
e diferenciação e alcançar a formação
de cartilagem como um tecido tri-dimensional uniforme.
As células submetidas ao tratamento com insulina
exibiram significativamente menor atividade da ALP e também
diminuída síntese de colágeno, conforme
observado pela microscopia eletrônica de transmissão.
Os tecidos fetais são sensíveis aos
efeitos tróficos da insulina e mantém a
|
viabilidade do condrócito na ausência de hipertrofia
celular, observações que estão de acordo
com a literatura (Hill & De Sousa, 1990; Ballock &
Reddi,1994).
Com o tempo elevado da cultura, as células
tratadas com 1% SFB, apresentaram diminuição
significativa no número de células coradas
positivamente para o PCNA. Enquanto nas culturas tratadas
com insulina, a proliferação celular foi mantida
por longo tempo.
Conclusão
Nossos achados sugerem fortemente que as células
cartilaginosas sob a influência da insulina sustentam
seu potencial proliferativo e não se tornam condrócitos
hipertróficos típicos, sugerindo que a insulina
regula a maturação e a hipertrofia destas
células através de um possível efeito
anti-apoptótico, observações que estão
de acordo com a literatura (Lida et al., 2002).
A autora é biomédica pela Universidade
do Rio de Janeiro (UNI-RIO) e Doutora
em Patologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
Instituição: Universidade Federal Fluminense
- Depart. de Patologia
Local para Correspondência: Rua Nody Barreto 125 P
- Cabral - Nilópolis - RJ
Cep: 26.515-220 - Tel: (21) 2693-4462
E-mail: elenildetorres@yahoo.com.br
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