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Carreira em alta no mercado de trabalho

Publicação da Unifesp dá destaque para a Biomedicina em reportagem especial.

om o título “Biomedicina é carreira em alta no mercado de trabalho”, o Jornal da Paulista, publicação mensal da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apresentou na sua edição de agosto reportagem especial sobre os avanços científicos e sua influência na procura por profissionais qualificados como os biomédicos.
“A profissão existe há 23 anos, mas está cada vez mais em evidência graças a projetos e pesquisas na área da genética...”, conta o repórter José Gonçalves Neto, que entrevistou o presidente do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), Silvio José Cecchi, e o presidente do Conselho Regional de Biomedicina, Marco Antonio Abrahão. “O biomédico acompanha os novos avanços da ciência e se encaixa como uma luva nos novos campos”, diz Cecchi. “O mercado de trabalho é amplo”, acrescenta, estimando existir no País 14 mil biomédicos. “Atualmente, 23 instituições de ensino superior oferecem o curso, mas a cada dois anos é criado pelo menos um novo”, lembra o presidente do CFBM.

Proliferação — A proliferação de cursos na área de Biomedicina é motivo de preocupação para o presidente do Conselho Regional de Biomedicina de São Paulo,

Marco Antonio Abrahão, destaca a reportagem. “Nos últimos cinco anos houve um aumento injustificado na quantidade de cursos oferecidos. Isso pode ser ruim porque a maior parte deles é dado sem que haja um controle eficaz de qualidade”, afirma Abrahão. Segundo o presidente do CRBM, a maior parte dos novos cursos é criado sem o respaldo de docentes qualificados nem estrutura eficiente de laboratórios. “A situação piora porque não há fiscalização adequada, nem provão”, diz.
Embora acredite no aumento de demanda para profissionais qualificados, Abrahão teme que os novos cursos comecem a despejar no mercado profissionais com formação duvidosa, o que poderia resultar, a médio prazo, em um achatamento dos salários. “O excesso de profissionais desqualificados pode comprometer o mercado”.
A reportagem especial mostra as universidades públicas federais e estaduais que oferecem cursos de Biomedicina, áreas de atuação específicas do biomédico, faixas salariais do profissional e conta também que a partir do próximo ano o curso de ciências biomédicas da Unifesp, o mais antigo de São Paulo — foi inaugurado em 1966 — deve apresentar uma nova configuração.