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pessoa dinâmica, mas não apenas um administrador,
e sim um profissional da área de saúde ligado à
pesquisa. Foi a esse perfil que a biomédica Milene Tino
De Franco teve de corresponder para tornar-se a diretora do Museu
de Microbiologia do Instituto Butantan. É um desafio
estar à frente de um museu como este aqui, reconhece.
Milene formou-se em Biomedicina pela Escola Paulista de Medicina
em 1985, onde fez mestrado em Imunologia. O doutorado foi feito
por meio da chamada bolsa-sanduíche: Milene realizou a
parte prática no Instituto Pasteur de Paris,
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em 92/93, e fez os créditos
e a defesa de tese na EPM.
Em 93, a biomédica prestou concurso para pesquisadora científica
no Instituto Butantan, onde passou a trabalhar no Laboratório
de Imunogenética com imunologia de infecções.
No início de 2002 foi convidada para ser diretora do museu
pelos profissionais que o idealizaram, mas sem deixar de trabalhar
como pesquisadora. Atualmente orienta alunos de mestrado e trabalha
com repertório de anticorpos em leite e colostro humano,
entre eles o rotavírus, que provoca diarréia em
crianças e jovens. |
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| Roteiro de visita
A sala de exposições do Museu de Microbiologia do
Instituto Butantan é clara e seu design facilita a entrada
de luz natural. O maior foco de atenção é
uma grande mesa, onde lá se conta a história da
Microbiologia (ciência que estuda os seres que não
se vêem a olho nu) por meio de objetos como a réplica
do primeiro microscópio e vários modelos gigantes
e coloridos de bactérias e vírus. Ao fundo, há
um microscópio eletrônico, fabricado na década
de 1940, mas utilizado no Butantan até há pouco
tempo. Ao lado dele, há a reprodução, em
tamanho natural, da roupa utilizada por médicos no século
XIV, que acreditavam assim se proteger das doenças. Há
ainda uma mesa do século XVIII, utilizada para se amarrar
novilhos, que tinham suas pústulas raspadas para a fabricação
da vacina contra a varíola. Uma das poucas paredes de alvenaria
da sala é ocupada pela ilustração do seqüenciamento
da Xylella fastidiosa, primeiro patógeno seqüenciado
no Brasil, e em outra parede há um monitor de vídeo
que exibe uma animação mostrando como se sintetiza
uma proteína a partir de uma molécula de DNA. |
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