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A grande
vantagem do microscópio confocal a laser é
a oportunidade de observar a célula viva, ao
contrário do que acontece com o microscópio
eletrônico, que, apesar de permitir uma ampliação
de imagem maior, trabalha com a célula fixada.
No confocal a laser, são colocados marcadores
fluorescentes, chamados de fluoróforos ou fluorocromos,
o que permite o estudo dos íons e moléculas.
A imagem é tridimensional e apresenta maior nitidez.
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grupo de 15 pesquisadores do Departamento de Biofísica
da Escola Paulista de Medicina (EPM) está vivendo
uma emoção nova há cerca de um ano
e meio: a observação de células vivas,
em movimento, com a utilização do microscópio
confocal a laser. É fascinante observar a
célula metabolizando, tanto na normalidade quanto
nas doenças, explica a biomédica Lilian
Piñero Marcolin Eça, que faz parte da equipe.
Sinto-me privilegiada por ter partilhado essa sensação
com o grupo.
O grupo é chefiado pela física e médica
Alice Teixeira Ferreira e conta com físicos, biólogos,
biomédicos, médicos e farmacêuticos
(três pesquisadores de cada especialidade). Isso
mostra como a ciência ficou multidisciplinar,
comenta Lilian. Hoje há maior respeito com
o biomédico porque todos precisam de todo mundo. |
A grande vantagem do microscópio
confocal a laser é a oportunidade de observar a
célula viva, ao contrário do que acontece
com o microscópio eletrônico, que, apesar
de permitir uma ampliação de imagem maior,
trabalha com a célula fixada. No confocal a laser,
são colocados marcadores fluorescentes, chamados
de fluoróforos ou fluorocromos, o que permite o
estudo dos íons e moléculas. A imagem é
tridimensional e apresenta maior nitidez.
Hoje, todas as doenças são estudadas
por meio da sinalização celular e o laser
favoreceu a detecção desses sinais em movimento,
explica Lilian. O grupo da EPM está estudando a
morte programada da célula, a apoptose, com o objetivo
de colaborar para a cura do câncer, já que
a célula cancerígena não tem apoptose.
A observação se concentra no íon
cálcio, considerado o mais importante da célula
animal, e Lilian estuda especificamente o primeiro neurotransmissor,
o ATP. |