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Biomédico dá nome a Centro de Hidroterapia

Edgard Freire, 71 anos, é exemplo de dedicação
ao esporte e aos estudos na Unifesp.

or sua dedicação ao esporte e à universidade, o biomédico Edgard Freire, atleta e professor do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemafe), responsável pela avaliação de atletas, dá nome ao Centro de Hidroterapia da Universidade Estadual de São Paulo. A informação é da revista Saúde Paulista, da Unifesp. Aos 71 anos, Edgard Freire ainda compete e participa anualmente da Maratona de Nova York. Diariamente ele acorda às 4h45, toma café, passa pela Unifesp e às 6h30 chega ao Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera, em São Paulo, onde treina por duas horas e depois volta para a universidade.

Desafios — Em 1953, quando trabalhava como laboratorista do Departamento de Fisiologia da Unifesp (Escola Paulista de Medicina), Edgard decidiu ser atleta, buscou uma vaga de

corredor no São Paulo F.C., arriscou-se na corrida de São Silvestre e foi 24º colocado. No ano seguinte chegou em segundo lugar na mesma competição. Foram dez anos de ascensão. Em 63 e 64 ele bateu os recordes brasileiros nos 3 mil e 5 mil metros rasos e o sul-americano no revezamento 4x1.500 metros.
Interrompeu sua atividade no esporte porque queria ser professor. Como só tinha o primário, correu contra o tempo e aos 42 anos ingressou na Biomedicina da Osec (hoje Unisa). Quatro anos após defendeu tese de mestrado na Unifesp e passou a ensinar. Há sete anos voltou ao esporte para enfrentar novo desafio: a Maratona de Nova York, competição da qual tem participado todos os anos. Edgard Freire já foi personagem de duas reportagens da Revista do Biomédico, a primeira delas apresentando seu perfil e a segunda mostrando sua participação na Maratona de Nova York.