e
depender da iniciativa, empenho e vontade de Marco Antonio Abrahão,
presidente do CRBM em São Paulo, a Biomedicina terá
a sua estrutura totalmente reformulada e ampliada nos próximos
anos. Ele considera essa necessidade da categoria como meta de
sua atuação futura. Suas armas são sua ampla
experiência como um dos grandes líderes desde a implantação
da Biomedicina que ajudou a regulamentar , o relacionamento
no meio, o conhecimento de todos os problemas da classe, seu poder
de aglutinar forças e sua determinação. Mas
a união da categoria será fundamental para que ele
alcance seu objetivo de construir a estrutura ideal da profissão.
A estrutura da Biomedicina está toda ela alicerçada
no Conselho Federal de Biomedicina (CFBM) e nos quatro Conselhos
Regionais de Biomedicina (CRBMs) existentes no País,
explica Abrahão. É pouco, não basta. Estamos
apoiando e incentivando o desenvolvimento da Sociedade Brasileira
de Biomedicina (SBBM) e a evolução da Associação
Paulista de Biomedicina (APBM). Ambas estão sendo reestruturadas
com toda a retaguarda possível do CRBM. Mas teríamos
de ter também, várias outras associações
regionais ou estaduais atuantes. E estas também
deveriam ter as suas delegacias, acrescenta.
Paralelamente, teria de existir a Confederação
Federal dos Biomédicos e as respectivas Federações
Estaduais. Isso sem contar o Sindicato dos Biomédicos e
suas delegacias. Em todos esses níveis de estrutura deveria
existir um trabalho em harmonia, definindo atribuições
de cada órgão de acordo com as necessidades da categoria
e respeitando sempre as peculiaridades de cada região,
para que todos os organismos agissem com competência. Como
isso não ocorre, os direitos dos biomédicos acabam
não prevalecendo.
Atribuições Abrahão tem uma |

O presidente Marco Antonio Abrahão,
debate com os diretores Ney Piroselli e
Marcelo Abissamra Issas,
assuntos do CRBM.
visão muito clara de quais deveriam ser as atribuições
de cada um desses organismos. O Conselho Federal é
o órgão hierarquicamente superior e dele emanam
resoluções para os Conselhos Regionais. Cabe a
ele julgar em grau de último recurso procedimentos éticos
e administrativos. Os Conselhos Regionais devem cumprir rigorosamente
o que determina a lei e as resoluções do Conselho
Federal, fiscalizando e orientando o exercício profissional,
define.
As Associações devem cuidar de reciclar
os conhecimentos técnico-científicos dos biomédicos,
organizando cursos, simpósios, congressos e outras atividades,
tendo como objetivo atualizar o profissional diante de uma sociedade
que exige cada vez mais qualidade, especialização,
excelência e competência, acrescenta.
Já o Sindicato tem como atribuição
específica verificar jornada ideal de trabalho do profissional,
piso salarial, acordos anuais, fazendo prevalecer todos os direitos
trabalhistas garantidos pela CLT.
Grande distância Para o presidente do CRBM
de São Paulo, o profissional biomédico ainda está
muito distante da estrutura ideal, que garantiria os seus direitos.
Infelizmente, é essa a realidade. Só com
a estrutura que mencionei, acredito, teríamos condições
mínimas para pleitear nossos direitos. Por isso é
que insisto que todos devem participar, todos têm de colaborar,
cada um tem de fazer a sua parte, que seja em uma das
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entidades que citei. Falta gente para atuar. Não temos
o número de pessoas necessárias para tudo o que
deveríamos realizar nos municípios, nos Estados
e na União.
Todos precisam estar conscientizados de que ainda temos
muito a realizar, embora já tenhamos conseguido muito
desde a criação da Biomedicina. No entanto, é
preciso fazer prevalecer essas conquistas, para que possamos
desfrutá-las na prática e não apenas no
papel. Um exemplo bem prático disso são os concursos
públicos de todos os níveis, Federal, Estadual
e Municipal, quando só conseguimos fazer prevalecer nossos
direitos através de medidas judiciais. A solução
está em fazermos um trabalho permanente junto aos ministérios,
secretarias de Saúde e Administração, principalmente,
uma vez que são as secretarias da Administração
estaduais e municipais que elaboram os editais de convocação,
considera Abrahão.
Ausência Um dos grandes líderes
da Biomedicina, Marco Antonio Abrahão sente a ausência
do profissional biomédico nas causas da classe. Nesses
anos todos que lutamos pela Biomedicina, em uma batalha que
começou em 1974, não tenho sentido interesse geral,
espírito de corpo, nem estou conhecendo novas lideranças,
profissionais que estejam dispostos a utilizar a nossa experiência
e avançar. Estão faltando pessoas que queiram
se dar para as causas dos biomédicos. E sem um número
suficiente para administrar todas as entidades da Biomedicina,
só temos de lamentar e acompanhar à distância
a evolução das outras categorias. Portanto, independentemente
da região, gostaríamos que todos procurassem seus
Conselhos Regionais, Associações ou Delegacias
e oferecessem sua colaboração com trabalho para
o crescimento da Biomedicina e para que conquistássemos
o que as outras categorias já conquistaram, conclui
o presidente do CRBM/SP.
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