1984(4) com 18,00 um e 18,67 um respectivamente.
Para a análise de regressão utilizamos a equação
Y = a.X + b, onde Y representou o diâmetro nuclear, X o
diâmetro citoplasmático, a o coeficiente de regressão
e b o ponto de intersecção do eixo das ordenadas.
O resultado obtido para o coeficiente de regressão (a =
0,452) mostrou-se bem mais elevado do que os encontrados por MANDARIM-DE-LACERDA
1984(4) para os ventrículos esquerdo e direito (a = 0,28
e a = 0,23 respectivamente). O coeficiente de correlação
de Pearson (r = 0,685) indicou que houve pequena linearidade na
regressão obtida (Y = 0,452 X + 1,863).
GERDES et al 1982(9) em seu trabalho de morfometria em músculo
cardíaco, afirma que pequenas variações durante
a preparação das peças histológicas
podem resultar em diferenças significativas na forma e
tamanho das células, o que pode estar relacionado com os
diferentes valores obtidos pelos autores.
Os trabalhos morfométricos e quantitativos tem contribuído
na avaliação do crescimento do coração
e de outros órgãos, oferecendo a vários pesquisadores
novas informações nos diversos campos da ciência
como a anatomia, histologia, zoologia e a embriologia, além
da utilidade prática para a determinação
quantitativa de anomalias orgânicas e no diagnóstico
da hiperplasia e hipertrofia muito estudadas em anatomia patológica.
MARTIN & MEYER 1990(10) investigando, por métodos morfométricos,
corações de ratos nas duas primeiras semanas de
vida, concluíram que o aumento da área do miocárdio
é devido ao aumento do ventrículo esquerdo pela
hiperplasia e hipertrofia neste período. Hoje, se tem confirmado
que patologias cardíacas influem no tamanho e no crescimento
do miocárdio sem modificar sua estrutura, sendo, porém
detectadas pelas análises quantitativas.
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Margareth
Costa-Neves
Bióloga, professora da UNISUAM, CEUCEL e da UniverCidade.
Especialista em Anatomia Humana e mestranda em Patologia
Experimental da UFF. margarethneves@ig.com.br
Ronald de M. S. Rega
Biomédico (CRBM 2638), professor da UNISUAM e IBMR
e mestre em Morfologia e Biologia Celular pela Faculdade
de Medicina de Ribeirão Preto USP. rmsrega@ig.com.brrmsrega@ig.com.br
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Referências
Bibliográficas:
(1) SANDRITTER, W. Manual y atlas para
médicos e estudiantes. Ed. Científico-Médico:
Barcelona, 1974.
(2) MALL, G. et al. Clinicopathologic
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vol. 397, pp. 67-82, 1982.
(3) OPARIL, S. et al. Myocardial cell
hypertrophy or hyperplasia. Hypertension, vol. 6, pp 38-43,
1984.
(4) MANDARIM-DE-LACERDA, C.A. Comparative
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papillary muscles, in man. Ciência e Cultura, vol.36,
pp.29-35, 1984.
(5) ASHLEY, L.M. A determination of the
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and ventricular conduction. Cardiovasc. Clin. Vol. 6, pp 1-24,
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(8) BISHOP, S.P.; DRUMMOND, J.L. Surface
morphology and cell size measurements of isolated rat cardiac
myocytes. J. Mol. Cell. Cardiol., vol. 11, pp.423-433, 1979.
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Vol. 46, pp.271-274, 1982.
(10) MARTIN, H.; MEYER, R. Morphometric
studies of rat myocardium during early postnatal period. Z.
Mikrosk. Anat. Forsch. Vol. 94, pp. 460-466, 1990
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