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Sinal verde para o sindicato

Conselho de Biomedicina não só apóia iniciativa de criação de um organismo sindical de defesa do profissional como oferece o necessário suporte, mas alerta que a participação do biomédico tem de ser ampla e efetiva.
a luta do presidente do Conselho Regiomal de Biomedicina pelo fortalecimento da Biomedicina e de conquistas importantes por parte dos profissionais da categoria está a criação de um sindicato forte, voltado aos interesses dos biomédicos. O caminho está aberto para a construção de um sindicato profissional estabelecido em bases sólidas, capaz de lutar e defender os interesses da classe, até porque o Conselho tem limitações impostas por lei quanto à sua competência.
Nesse sentido, várias foram as reuniões realizadas na sede do CRBM desde o início do ano. O presidente Marco Antonio Abrahão convidou um grupo de jovens biomédicos interessados em elaborar um projeto sindicalista. Integrantes do grupo apresentaram seus desapontamentos em razão dos problemas enfrentados pelos profissionais biomédicos. Abrahão fez um histórico da criação da Biomedicina e explicou a área de atuação do Conselho Regional. Pedro Virgílio De Bellis, presidente da Associação Paulista de Biomedicina, mostrou os objetivos de sua entidade. Silvio José Cecchi, presidente do Conselho Federal de Biomedicina e do Sindicato dos Biomédicos, entrou em detalhes sobre as áreas federal e sindical. E os conselheiros Ney Piroselli, Marcelo Abissamra Issas, Dácio Eduardo Leandro Campos e Carlos Gabriel Tartuce passaram toda a experiência que têm no contexto da profissão.

Defesa dos profissionais – Com relação ao sindicato em si, Cecchi esclareceu não estar definido se é de empregadores ou empregados. Ficou aberta a possibilidade de o sindicato atual, com

sede em Ribeirão Preto, Interior de São Paulo, passar a ser dos empregadores. Nesse caso, o novo sindicato, a ser criado na Capital, defenderia os interesses dos empregados. O projeto, na seqüência, prevê o estabelecimento de campanha visando a ampliação do grupo interessado na criação da nova entidade, fundamental para o sucesso da iniciativa, bem como reuniões de contato com representantes de lideranças sindicais de profissionais com o objetivo de consulta e orientação a respeito da criação do instituto.
De acordo com as últimas estatísticas, há no Brasil cerca de 11.500 biomédicos. Destes, cerca de 9 mil estão atuando em São Paulo. Estabelecido, o novo sindicato iria funcionar nas proximidades da sede do CRBM, no bairro do Cambuci, em um mesmo imóvel a ser ocupado pela Associação Paulista de Biomedicina. Ambos, sindicato e associação, inaugurariam a Casa do Biomédico, com apoio do Conselho Regional de Biomedicina, que interrompeu o processo de licitação para a reforma de sua sede por vislumbrar essa nova possibilidade.
“É sabido por todos que a situação na área de saúde se apresenta bastante ruim para o profissional. O biomédico precisa de ajuda, mas não sabe onde buscá-la. Uma categoria só estará plenamente estruturada se tiver conselho, associação e sindicato funcionando, e em harmonia. E se tiver gente para trabalhar por ela. O Conselho Regional de Biomedicina não pode fazer tudo, mas pode acolher, ajudar, dar suporte para um novo contingente interessado em ajudar a categoria”, ensina Marco Antonio Abrahão.
A competência
do CRBM

ão são muitos os profissionais biomédicos que têm conhecimento das atribuições estabelecidas por lei ao Conselho Regional de Biomedicina. Aqueles que reclamam que o CRBM deveria de tomar uma série de providências relativas à área do Direito do Trabalho, por exemplo, ignoram que essa é função específica de sindicatos de profissionais.
Fiscalizar o exercício profissional na área de sua jurisdição; estimular a exatidão no exercício da profissão, zelando pelo prestígio dos que a exercem; deliberar sobre assuntos de interesse geral e administrativos da categoria; cumprir disposições da lei específica da Biomedicina e normas baixadas pelo Conselho Federal; expedir carteira de identidade profissional; organizar o registro de profissionais e pessoas jurídicas; julgar infrações e aplicar penalidades previstas em lei ou ou normas do Conselho Federal; julgar e decidir em grau de recurso infrações à lei e ao Código de Ética; e propor ao Conselho Federal medidas necessárias ao aprimoramento dos serviços e do sistema de fiscalização do exercício profissional são as principais atribuições do Conselho Regional de Biomedicina.
É o que está estabelecido no art. 12.º da Lei n.° 6.684, de 3 de setembro de 1979, que regulamenta a profissão de biomédico e cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Biomedicina.
Quantos somos

Quantos são os profissionais biomédicos em atividade no Brasil?
O CRBM-1ª Região elaborou um levantamento. Profissão relativamente nova se comparada às mais tradicionais, a Biomedicina reúne hoje, de acordo com a última pesquisa, 11.413 biomédicos, dos quais 7.933 em São Paulo (3.081 na Capital e 4.852 no Interior). Os demais Estados da área de jurisdição do CRBM-1 (Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) somam mais 744.
Assim, o CRBM-1 totaliza 8.677 profissionais. O CRBM-2 (PE-BA, AL, SE, RN, CE, PI e PB) mais 806; o CRBM-3 (GO,TO,DF,MT,MG e RO) outros 1.474. e o CRBM-4 (PA, AM,AP,RR,MA e AC) exatos 456.
Entre as pessoas jurídicas, são 1.215 em São Paulo (320 na Capital e 895 no Interior). Os demais Estados da área de jurisdicção do CRBM-1 reúnem 96 e o total chega a 1.311 pessoas jurídicas. Mais 117 (no CRBM-2), 382 (no CRBM-3) e 61 (no CRBM-4), contabilizando 1.871 empresas no País.