no papel. Um exemplo bem prático disso são os concursos
públicos de todos os níveis, Federal, Estadual e Municipal,
quando só conseguimos fazer prevalecer nossos direitos através
de medidas judiciais. A solução está em fazermos
um trabalho permanente junto aos ministérios, secretarias
de Saúde e Administração, principalmente, uma
vez que são as secretarias da Administração
estaduais e municipais que elaboram os editais de convocação,
considera Abrahão.
DISTANCIAMENTO
O presidente do CRBM sente distanciamento e ausência do
profissional
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biomédico nas causas da classe.
Estão faltando pessoas que queiram se dar para as causas
dos biomédicos. E sem um número suficiente para administrar
todas as entidades da Biomedicina,só temos de lamentar e
acompanhar à distância a evolução das
outras categorias. Portanto, independentemente da região,
gostaríamos que todos procurassem seus Conselhos Regionais,
Associações ou Delegacias e oferecessem sua colaboração
com trabalho para o crescimento da Biomedicina e para que conquistássemos
o que as outras categorias já conquistaram.  |
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Biomédico desconhece
instituições
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s
biomédicos têm se mostrado insatisfeitos diante do
não cumprimento das leis trabalhistas, da ausência
de melhores condições de trabalho, da baixa remuneração
por seus serviços e da falta de organização
em maior número de cursos e simpósios, de acordo com
pesquisa feitas pelo CRBM. Reclamam que o Conselho não age
nesses setores Isso revela que os biomédicos, de uma
maneira geral, não sabem, ainda, quais as funções
básicas de um conselho, de uma associação ou
de um sindicato, embora estejamos sempre tentando esclarecer as
funções específicas de cada instituição,
explica Marco Antonio Abrahão. Eis as constatações
do presidente do CRBM: |
ANSIEDADE
O que chama a atenção é
a ansiedade comum do profissional e suas queixas com relação
a uma atuação mais forte em áreas que não
são de competência do Conselho, mas sim de associações
ou do sindicato de classe, uma vez que a função básica
do CRBM é orientar e fiscalizar, define Marco Antonio
Abrahão, presidente do órgão.
APOIO Mas
é sempre bom deixar bem claro que uma associação
e um sindicato só se tornam fortes se puderem contar com
o apoio da categoria e sso não vem ocorrendo, acrescenta.
Por isso é que conclamamos os profissionais biomédicos,
principalmente os mais jovens, para que apoiem
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associações, sindicato
e conselhos, para que possa haver igualdade de direitos para todos,
pois só com união e apoio a categoria alcançará
os seus objetivos e ficará cada vez mais forte.
FRAGILIDADE
Na visão de Marco Antonio Abrahão os biomédicos
não têm conseguido fazer prevalecer os seus direitos
devido ao ainda frágil nível de organização
da nossa categoria. Ele recorda que as dificuldades são
inúmeras. Dentre elas o corporativismo arraigado
de todas as demais instituições. Mas não
adianta só reclamar. Precisamos ultrapassar esses obstáculos,
derrubar barreiras, nos organizando.
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"Faltam
pessoas que queiramse dar para as causas dos biomédicos.
E sem um número
suficiente para administrar todas as entidades da Biomedicina,
só temos de lamentar
e acompanhar à distância a evolução
das outras categorias."
Marco
Antonio Abrahão
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É preciso estar organizado
e unido
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entro
de suas funções de fiscalizar, disciplinar e orientar
as atividades do profissional biomédico, o Conselho Regional
de Biomedicina 1ª Região tem oferecido grande
apoio à Associação Paulista de Biomedicina,
entidade que desenvolve fase de plena reestruturação,
dentro do seu objetivo de promover o desenvolvimento científico
e técnico do profissional e de aperfeiçoar a sua formação.
Onde o Conselho não atua por ser área de ação
da Associação, procura oferecer retaguarda para que
as iniciativas alcancem os objetivos, explica Marco Antonio
Abrahão, presidente do CRBM.
RECICLAGEM Abrahão não só
apóia as iniciativas da APBM como defende a tese de que
o profissional deve se atualizar e se reciclar cons
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tantemente. Cada vez mais é
preciso que profissionais desenvolvam capacidades que os habilitem
a atender melhor as organizações para as quais prestam
serviços. Isso implica em investimentos pessoais em reciclagem,
através de cursos, palestras e seminários que repercutem
no aumento da competência e influam positivamente na qualidade
dos serviços. A competência exige, principalmente,
conhecimento e capacidade, mas depende da garra, do entusiasmo e
da disposição de enfrentar desafios. A qualidade é
a palavra-chave nesse processo, considera.
CRESCIMENTO O presidente do CRBM, ao mesmo tempo
em que defende o crescimento da APBM e pede o apoio dos profissionais
bio
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médicos. É fundamental
que todos tenham consciência da importância associativa
e participem ativamente das atividades da Associação,
diz Marco Antonio Abrahão.
CRIATIVIDADE Diante das dificuldades de hoje,
é preciso estar organizado e unido. A solução
está na união e organização em torno
de associações, sindicatos, conselhos enfim,
entidades de classe. É a única forma de sobrevivência.
A crise aí está, tem de ser combatida. Todos tem
de se unir e lutar juntos. Uma associação, um sindicato,
um conselho, só se tornam fortes se puderem contar com
o apoio da classe. Os atuais obstáculos só podem
ser superados com criatividade, união e muita organização,
finaliza o presidente do CRBM. 
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