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Estudo abre horizontes para prolongar vida

Gene aumenta em 70% tempo de “sobrevivência” de espécies de levedo

Mark Henderson
esquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, identificaram, em experimentos com levedo, um gene capaz de prolongar a vida de organismos. A descoberta pode abrir horizontes para o estudo do envelhecimento humano e de meios de prolongar a vida.
De acordo com os estudos, certas espécies de levedo dotadas de um gene conhecido como PNC1 vivem até 70% mais do que outras com configuração genética diferente.

Regulador genético — A equipe de Harvard acredita que o PNC1 é o primeiro regulador genético do tempo
de vida a ser descoberto. Como provavelmente existem genes semelhantes nos seres humanos, os cientistas esperam que um dia seja possível manipulá-los ou simulá-los para prolongar a vida e proteger a saúde contra os males da velhice. Há muitos anos os pesquisados já sabiam que a restrição drástica do consumo de calorias pode prolongar significativamente a vida de organismos como moscas-das-frutas, vermes

e ratos. O PNC1 parece desempenhar um papel vita nesse processo no caso do levedo. No estudo liderado pelo doutor
David Sinclair, espécies com cinco cópias do gene vivem mais do que as espécies selvagens, que têm apenas uma cópia. Os resultados da pesquisa, publicada na revista Nature, mostram que o tempo de vida não é determinado somente pelo desgaste acumulado do corpo nem pelo ritmo do metabolismo, mas também por fatores genéticos. “Contrastando com o modelo atual, nós mostramos que a extensão do ciclo da vida pela restrição de ingestão de calorias é resultado de um processo celular que envolve um único gene”, disse Singlair. (The Times)