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biomédicos que formam a diretoria do Sindicato dos
Biomédicos Profissionais do Estado de São Paulo
simbolizam a força jovem da nova entidade, que pretende
defender os direitos dos profissionais com muita disposição.
Carlos Eduardo Freire, 35 anos, secretário geral, e
Marcos Caparbo, 39, primeiro tesoureiro, já têm
a experiência de algumas batalhas e agora querem, contando
com o apoio de companheiros mais experientes, partir para
novas conquistas trabalhistas para os biomédicos.
Ambos fundaram há quatro anos, com um grupo de 12 profissionais,
a Associação dos Biomédicos em Radiodiagnóstico
e Radioterapia (ABRR), que conseguiu normatizar a atividade
para os biomédicos em 1999. Chegamos em Brasília
na última plenária do ano do Conselho Federal
de Biomedicina e conseguimos que fosse aprovado um ajuste
na regulamentação da profissão,
explica Caparbo, formado na Universidade de Mogi das Cruzes.
Era uma área muito nova, nem os Conselhos ainda
tinham ciência da novidade, acrescenta Carlos
Eduardo, formado pela Universidade de Santo Amaro (Unisa).
A partir de então, as faculdades começaram a
oferecer habilitação em Radiologia para os biomédicos.
Com o passar do tempo, a ABRR tornou-se inativa, mas os dois
não desistiram de participar de lutas mais gerais da
categoria. Tanto que, apesar de terem um bom relacionamento
com o Conselho Regional de Biomedicina 1ª Região
e com seu presidente, Marco Antonio Abrahão, decidiram
lançar uma chapa para concorrer à eleição
no CRBM. Por desinformação, não
conseguimos inscrevê-la, lembra Carlos Eduardo.
Mas a justificativa foi tão plausível
que aceitamos a recusa e na ocasião ainda recebemos
um convite de Abrahão para participar das atividades
do Conselho, completa Caparbo.
Foi então que perceberam uma diferença fundamental,
que agora querem fazer com que toda a categoria entenda. A
função do Conselho é orientar e fiscalizar,
ou seja, defender a profissão. Para defender o profissional,
era preciso criar um sindicato, o que acaba de ser feito.
Nossa idéia fundamental é mostrar para
o biomédico que o Conselho regulamenta a profissão
e com boa vontade, mesmo fugindo de sua função
principal, até ajuda o profissional, mas não
pode se envolver em questões trabalhistas, por exemplo,
alerta Caparbo.
Antes nós achávamos que o CRBM tinha de
se envolver nisso, porque era a única entidade estruturada
da profissão,
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mas depois entendemos que esse tipo de luta não
é da competência dele, confessa Carlos Eduardo.
Ambos acreditam que boa parte da categoria faça esse
tipo de confusão.
O grupo que havia lançado a chapa de oposição
no CRBM decidiu então criar o sindicato, mesclando sua
diretoria com biomédicos mais experientes, e contando
com o apoio dos Conselhos Regional e Federal.
Estruturação da categoria Os dois
novos dirigentes lembram que até hoje a categoria dos
biomédicos não tem carga horária de trabalho
definida, nem piso salarial, mas acaba tendo de pagar contribuição
sindical obrigatória para outros sindicatos. Quer
dizer, o biomédico já contribui, mas não
para um sindicato que possa defendê-lo, indigna-se
Carlos Eduardo, lembrando que alguns biomédicos pagam
contribuição para o sindicato dos hotéis,
por exemplo.
Vamos lutar pela nossa profissão para fazê-la
parecida com as outras, promete Caparbo, enfatizando a
importância de o profissional se identificar como biomédico.
A nossa profissão é relativamente nova e
muitas vezes o biomédico se identifica como imunologista,
fisiologista ou algo assim, o que não é bom para
nós. O novo dirigente lembra que essa atitude é
mais incompreensível devido à competência
que o biomédico vem mostrando em várias áreas.
Temos biomédicos ocupando cargos de destaque em
grandes empresas, e eles não chegaram lá apenas
por causa de seus belos olhos.
Para Caparbo, o primeiro objetivo do sindicato é informar
o biomédico das funções do sindicato e
conscientizá-lo da sua importância. Se os
biomédicos não apoiarem o sindicato, ele não
vai para frente, adverte. O dirigente acredita que essa
conscientização será facilitada porque
o biomédico é politizado, porque só conseguiu
a regulamentação da profissão com muita
luta. O pessoal sabe da importância de o biomédico
se organizar, acredita.
Carlos Eduardo afirma que outra prioridade é oferecer
assistência jurídica ao profissional sindicalizado,
para assessorá-lo em suas dúvidas ou problemas
nos confrontos com o empregador. Hoje, o biomédico
com problemas trabalhistas tem onde procurar ajuda, garante
Caparbo. Enfim, nesta primeira fase concluímos
a fundação e a posse da diretoria e na seqüência,
iremos definir a sede do sindicato, conclui Carlos Eduardo.
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