|
ONA vai acreditar laboratórios
clínicos
Entidade nacional aprovou em novembro o manual de avaliação.
O processo é voluntário e sigiloso.
|
|
|
A intenção
não é a certificação em si, mas
conseguir
criar dentro do sistema de saúde
um processo de melhoria contínua de qualidade.
Plínio de Toledo,
presidente da ONA
|
laboratórios
clínicos já podem iniciar o processo de certificação
pelo Sistema Brasileiro de Acreditação. A regulamentação
do processo foi aprovada na reunião do Conselho de Administração
da Organização Nacional de Acreditação
(ONA), no dia 3 de novembro, em São Paulo, e os laboratórios
terão de seguir o Manual Brasileiro de Acreditação
de Organizações Prestadoras de Serviços de
Laboratório Clínico 1ª Edição,
aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), conforme resolução RDC n.º 245, de
15 de setembro.
A participação dos laboratórios no processo
é voluntária e sigilosa, mas a certificação
é uma garantia da qualidade dos serviços prestados.
Ou mais do que isso, de acordo com o presidente da ONA, Luiz Plínio
Moraes de Toledo. A intenção do processo não
é a certificação em si, mas conseguir criar
dentro do sistema de saúde um processo de melhoria contínua
de qualidade, explica.
O dirigente acrescenta que a determinação de se
conseguir qualidade e, por conseqüência, a certificação,
não pode se limitar a uma decisão da direção
do laboratório. Só se consegue qualidade quando
todo mundo quiser. Quando um laboratório se candidata,
todo mundo tem de se engajar, tem de haver entrosamento,
adverte. |
Difícil
Plínio de Toledo admite que o processo
é relativamente difícil, mas, à medida que
o pessoal vai se entrosando, cria-se a expectativa de obter a
certificação, o que estimula a equipe. Mesmo
que o serviço não consiga a acreditação
num primeiro momento, o laboratório já ganha e,
se continuar o processo de melhoria contínua, com certeza
vai chegar lá, aposta o presidente da ONA.
Para iniciar o processo, o laboratório terá de contratar
uma das empresas acreditadoras credenciadas pela ONA. O serviço
será avaliado por meio de um Diagnóstico Organizacional
e o laboratório receberá um relatório com
as não-conformidades presentes. Se a organização
quiser continuar o processo, deverá se adequar aos padrões
descritos no manual de acreditação e, depois disso,
passará por nova avaliação, quando então
poderá receber o certificado.
Mais informações podem ser obtidas no site da ONA
(www.ona.org.br). A versão
eletrônica do manual está disponível também
nos sites da Anvisa (www.anvisa.gov.br),
da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (www.sbac.org.br)
e da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (www.sbpc.org.br).
 |
| Mudar a cultura é
fundamental |
presidente
da ONA, Plínio de Toledo, acredita que a certificação
em si não tem muito significado se a cultura das pessoas
que trabalham nos serviços de saúde não mudar.
O processo só anda se houver o envolvimento de todo
mundo. Temos de mudar a cultura das pessoas para que elas possam
continuar melhorando, afirma.
Toledo enfatiza que nos hospitais, onde o processo de certificação
existe há mais tempo, diz-se que mudou a atitude do pessoal.
Outro exemplo de ganho foi o obtido no processo pelo Hospital
Universitário da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp),
que conseguiu verba para melhorar seu espaço físico
ao explicar para as autoridades a necessidade de acreditação.
No caso dos laboratórios, o manual de acreditação
foi desenvolvido com o auxílio da Sociedade Brasileira
de Patologia Clínica (SBPC) e da Sociedade |
Brasileira de Análises Clínicas
(SBAC), que têm seus próprios processos de avaliação.
Fizemos um acordo com estas entidades para que até
o final de 2005 façamos uma correlação e,
se possível, uma unificação entre os programas,
informa Toledo.
Reconhecimento O
programa da ONA é o único reconhecido pelo Ministério
da Saúde e pela Anvisa e também é o mais
abrangente, porque avalia o laboratório como um todo.
Por isso mesmo, os laboratórios de hospitais não
podem se inscrever no programa: o hospital tem de ser avaliado
em sua totalidade. É diferente, por exemplo, da certificação
ISO, que pode ser obtida segmentadamente.
A ONA não faz a avaliação do laboratório:
ela credencia entidades para fazê-lo, fiscaliza o processo
e depois homologa o resultado.
|
|