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Diagnóstico consultivo entusiasma biomédica
Cláudia A. Cohn especializou-se
com mestrado em Economia e Gestão em Saúde e hoje
é diretora-geral de unidades diagnósticas de uma
rede de hospitais e laboratórios.
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conceito
de diagnóstico consultivo é uma das marcas da rede
de laboratórios e hospitais Foccus, segundo a biomédica
Cláudia A. Cohn, diretora-geral de Unidades Diagnósticas
da empresa, que é ligada ao plano de saúde DixAmico.
É este conceito que dá o diferencial para
o paciente, afirma a profissional.
Integração é a palavra chave de todo o processo,
começando com o total entendimento entre a diretoria de
Diagnósticos e a de Centrais e Consultórios. Todas
os nossos sistemas e unidades são integrados e por isso
nós temos aqui a vida do paciente, explica Cláudia.
Ele não fica pipocando de serviço em serviço,
pois nossos funcionários o acompanham desde a chegada até
o pós-operatório.
Na prática, isso significa, por exemplo, que o profissional
de laboratório tem a liberdade de sugerir ao médico
a antecipação de uma consulta caso o resultado de
um exame apresente uma alteração significativa.
Ou sugerir a realização de novos exames imediatamente,
evitando o que normalmente ocorre: o paciente chega à consulta
com os resultados, o médico constata que os novos exames
são necessários, o paciente volta ao laboratório
e tem de marcar nova consulta.
Este é um conceito apaixonante para todos os profissionais
envolvidos, afirma Cláudia, lembrando a importância
do relacionamento interdisciplinar. Temos profissionais
para fazer exames e equipes que estão presentes para trocar
idéias |
e informações e entrar
em contato com o médico quando necessário,
explica. Com a comunicação entre os profissionais,
obtém-se a racionalização do serviço.
Não fica a imagem de que o convênio quer sempre
menos exames e o exame mais caro é realizado sem problemas,
desde que bem pedido.
BIOMÉDICOS No Núcleo Técnico do
Foccus, trabalham 76 profissionais, na grande maioria biomédicos,
além de alguns farmacêuticos e biólogos.
Essa proporção não é casual. A
visão global, técnica e administrativa, é
nata do biomédico, desde quando ele começa na
faculdade, afirma Cláudia. O biomédico
sempre foi multidisciplinar, não só para a aplicação
do que ele sabe, mas para a aceitação de seu papel
na integração do processo de saúde,
acrescenta. A diretora lembra ainda que o biomédico sabe
da importância do relacionamento com o médico.
Ele tem condições de respeitar e entender
a conduta do médico e ao mesmo tempo trazer informações
para ajudá-lo.
Em relação ao futuro, Cláudia vê
o mercado de diagnóstico em plena turbulência e
acredita que o tipo de serviço prestado será um
diferencial mais importante que a tecnologia, que logicamente
é um fator fundamental. Por isso, aposta que um serviço
integrado atenderá melhor o desejo do paciente. E
o biomédico está totalmente inserido nesse futuro,
garante. 
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A visão
global, técnica e administrativa,
é nata do biomédico, desde quando ele
começa na faculdade. O biomédico sempre
foi multidisciplinar, não só para a aplicação
do que ele sabe, mas para a aceitação
de seu papel na integração
do processo de saúde.
Cláudia A Cohn
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| Paixão por tecnologia abriu
horizontes |
áudia formou-se em Biomedicina
na então Osec (hoje Unisa) em 1988, com especialização
em Análises Clínicas e Microbiologia, e logo em
seguida foi trabalhar no Hospital Albert Einstein, no laboratório
e no Instituto de Imunizações. Em 1990 foi para
os Estados Unidos fazer um curso de técnicas em Microbiologia
em Saint Louis e, numa visita à Washington University,
descobriu um novo campo de ação. Eu me apaixonei
por tecnologia e percebi a carência de pessoas da área
que gostassem de atuar na formação de redes,
lembra.
Em 92, deixou o Einstein e foi trabalhar no Laboratório
Delboni Auriemo. Foi uma grande escola da visão global
e estratégica de uma empresa que queria evoluir para outro
estágio, explica a biomédica. Lá
descobri que é a equipe que faz a diferença.
No Delboni, Cláudia atuou em várias áreas,
como coordenação de equipes, participação
em grupos multidisciplinares que discutiam o funcionamento global
do |
laboratório, coordenação
de unidades, implantação de novas tecnologias, preparação
de treinamentos e reengenharia. Saiu do Delboni em 97 e começou
a prestar assessoria. Numa dessas atividades, foi fazer um projeto
para a Cigna, que havia acabado de comprar a Amico e a rede de
diagnósticos Igase, e acabou contratada em 99 como diretora
de laboratório. Hoje é diretora-geral de Unidades
Diagnósticas da Foccus, empresa que ajudou a criar, como
resultado dessas fusões.
Como passou a atuar exclusivamente na área administrativa,
especializou-se com o mestrado em Economia e Gestão em
Saúde na Escola Paulista de Medicina, concluído
em 2002. Na empresa, participa de vários cursos internos
de aperfeiçoamento com a diretoria, acionistas etc. É
apaixonante porque o desafio não vem só do mercado,
mas também tem origem interna, da própria equipe
que quer alcançar uma coisa maior, explica.  |
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Fui para os
Estados Unidos fazer um curso
de técnicas em Microbiologia em Saint Louis e,
numa visita à Washington University, descobri
um novo campo de ação. Eu me apaixonei por
tecnologia e percebi a carência de pessoas da
área que gostassem de atuar na formação
de redes.
Cláudia A Cohn
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