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Mobilização contra Ato Médico é mantida
Campanha contra Projeto de Lei do Ato Médico vai entregar mais 500 mil assinaturas para totalizar 1 milhão de abaixo-assinados.
nova entrega de 500 mil assinaturas aguarda agendamento, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (CAS), da primeira Audiência Pública sobre o tema. A realização das Audiência Públicas para se debater Projeto de Lei do Ato Médico é uma promessa feita às categorias profissionais da área da saúde (Biologia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Serviço Social e Técnicos em Radiologia) pela senadora Lúcia Vânia, atual relatora do PLS 25/02, para tornar público o debate sobre a matéria, de maneira idônea, sob o espírito da interdisciplinaridade e da democracia. A mobilização continua. Participe! Mais detalhes: www.nãoaoato medico.com.br.
A senadora Lúcia Vânia recebeu a coordenação nacional contra PL do Ato Médico, abriu debate para escuta de posicionamento das categorias profissionais da área da saúde e garantiu a realização das Audiências Públicas. A relatora pretende apresentar um substitutivo para tentar contornar os problemas do projeto.
Moção de repúdio
vereador e biomédico Israel Lacerda Filho, vice-presidente da Câmara Municipal de Suzano, em São Paulo, apresentou moção de repúdio ao Ato Médico, manifestação essa que foi aprovada em sessão ordinária de 6 de abril. Posteriormente, o vereador esteve na reunião plenária do CRBM, oportunidade em que ressaltou detalhes de sua manifestação.
Israel Lacerda Filho considerou que o projeto de lei trás em seu conteúdo “a nítida intenção de estagnar e controlar o sagrado direito de exercer, com digna responsabilidade, as respectivas profissões daqueles que empenham a vida inteira em favor do progresso da saúde”, acrescentando que a sua intenção “é dar plenos poderes de deliberação a um único profissional da área, o médico”. Lembra, ainda, que o projeto vem na contramão do desenvolvimento medicinal do mundo, onde todos os profissionais da área buscam harmonia para
que possam chegar a um ponto em comum: amenizar o problema da saúde pública.
O biomédico também menciona o artigo 197 da Constituição Federal, recordando caber ao Poder Público dispor sobre a regulamentação, fiscalização e controle das ações e serviços de saúde, sendo desnecessária a criação de outro dispositivo com o mesmo objetivo. Destaca, ainda, a iniciativa do movimento “Não ao Ato Médico” e a entrega de abaixo-assinado com 500 mil assinaturas ao então presidente do Senado, José Sarney.
Por fim, pede que a moção de repúdio seja encaminhada ao presidente do Senado, Renan Calheiros, ao presidente da Câmara, Severino Cavalcante, aos relatores das comissões Lúcio Alcântara, Luiz Octávio, Benício Sampaio, Roseana Sarney, Tião Viana e Antero Paes de Barros.