| Biomédicas fazem fertilização
in vitro em sala classe 100 |
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Roberta Wonchokier e Françoise Mizrahi
trabalham em uma das duas áreas desse tipo no Brasil.
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ma
sala especial, classe 100, com ambiente totalmente controlado,
garantindo a segurança do paciente e dos profissionais,
é o local onde as biomédicas Roberta Wonchokier
e Françoise Elia Mizrahi trabalham com fertilização
in vitro. Só existem duas salas como essa no Brasil
(a outra fica em Campinas), e este é o grande diferencial
da nossa clínica, afirma Roberta, sócia do
Projeto Alfa, clínica de fertilização localizada
em São Paulo.
Na sala onde se manipulam os gametas, o ar é filtrado,
permitindo a presença de no máximo 100 micropartículas
no ar (por isso é chamado de classe 100), e a pressão
é positiva, empurrando as micropartículas para fora.
O teto é todo de filtro terminal Hepa, que retém
as partículas submicrômicas e absorve odores, fumaças
e gases que constituem os chamados vocs (componentes orgânicos
voláteis). Os vocs podem ter várias origens, como
a exaustão de veículos até spray para cabelo
ou perfume. |
NINGUÉM ENTRA O
acesso é restrito e só entram na sala as duas biomédicas,
explica Roberta. A faxineira só limpa o teto e as paredes
e apenas quando acompanhada por uma das profissionais, mesmo porque
a porta só é aberta com a digitação
de uma senha. Esta área laboratorial, como vários
outros ambientes da clínica, é monitorada por câmeras
de vídeo, inclusive o microscópio, que filma os
procedimentos.
A existência desse ambiente de alta tecnologia é
importante porque, de acordo com o I Consenso Brasileiro de Embriologia
e Medicina Reprodutiva, publicado em agosto de 2004, os gametas
e embriões podem estar sujeitos a uma variedade de
contaminantes ambientais, que podem ser absorvidos no sistema
de cultivo, produzindo efeitos adversos à célula,
prejudicando drasticamente o seu desenvolvimento. O efeito
cumulativo desses contaminantes pode levar à diminuição
da qualidade embrionária e das taxas de implantação,
com aumento das incidências de aborto.  |
| Começo de carreira noHospital
Albert Einstein |
oberta
Wonchokier e Françoise Mizrahi trabalham juntas desde quando
atuavam no Laboratório de Manipulação e Gametas
do Hospital Israelita Albert Einstein. Em janeiro de 2004, o laboratório
foi fechado, ao mesmo tempo que os profissionais envolvidos fundavam
a clínica Projeto Alfa, que funciona no bairro de Higienópolis.
No começo eram 25 sócios: as duas biomédicas
e 23 médicos. Hoje, o número de sócios chega
a 30, com mais dez funcionários.
A clínica foi montada para atender apenas os sócios
e todos os pacientes vêm dos consultórios dos médicos
associados. As biomédicas fazem fertilização
in vitro, micromanipulação de gametas, hatching
(estudo genético do embrião), PGD (Diagnóstico
Genético Pré-Implantacional), preparação
para inseminação intra-uterina e criopreservação
de espermatozóides, pré-embriões e tecido
ovariano. |
A clínica atende de 60 a 70
casais inférteis por mês e tem ainda o chamado Projeto
Beta, que se ocupa de pacientes com condição financeira
de média para baixo, que pagam o tratamento de acordo com
sua renda, em condições definidas após entrevista
com uma assistente social.
As duas biomédicas formaram-se na Universidade de Santo
Amaro. Roberta, que concluiu o curso em 1992, fez especialização
no laboratório do Einstein, onde começou como estagiária
em 93, e estudou micromanipulação de gametas numa
clínica em Buenos Aires. Já Françoise, que
também começou no Einstein como estagiária
em 96, estudou na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.
Ambas também são responsáveis pela Sociedade
Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva.  |
| Dupla também comanda o Pró-Núcleo |
s
biomédicas Roberta Wonchokier e Françoise Mizrahi
são ainda, respectivamente, presidente e vice do Pró-Núcleo,
como é conhecida a Sociedade Brasileira de Embriologistas
em Medicina Reprodutiva. Foram eleitas em agosto de 2002 e reeleitas
em 2004.
O primeiro Congresso do Pró-Núcleo foi realizado
em 2003, quando cerca de 40 especialistas em embriologia clínica
criaram |
o I Consenso Brasileiro de Embriologia
e Medicina Reprodutiva. O consenso contém normas
técnicas nessa área e é o primeiro feito
em todo o mundo, explica Roberta.
A próxima grande atividade do Pró-Núcleo
é a realização do 2º Encontro Nacional
de Embriologistas em Medicina Reprodutiva, que ocorrerá
de 14 a 17 de dezembro deste ano dentro de um navio, em viagem
de Santos a Búzios.  |
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O
acesso à sala
é restrito e só
entram as duas biomédicas.
Roberta Wonchokier
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Só
existem duas salas como essa no Brasil
(a outra fica em Campinas), e este
é o grande diferencial.
Roberta Wonchokier
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